15 dias DE MUITO CONHECIMENTO E SURPRESAS
DE 09 A 24 DE OUTUBRO DE 2025
O relato que fiz sobre a viagem a Marrocos fez-me pensar em falar também sobre as duas viagens anteriores: à Itália (2025) e à Espanha (2022) e continuar futuramente, se Deus permitir, novas viagens.
A vantagem foi que em Marrocos eu fui anotando diariamente os pontos visitados e também tive a ajuda do libreto com a programação e roteiro da viagem preparada pela Kangaroo Tours.
E esse libreto também foi muito útil para preparar este relato da viagem à Itália.
Esta foi a segunda viagem que fizemos à Europa. A primeira foi à Espanha, em 2022.
Fomos em cinco pessoas: minha filha Carina, meu irmão Oreste, minha cunhada Eliana, minha esposa Ivete e eu.
Chegamos ao Aeroporto de Guarulhos no início da noite da quinta-feira, para viajarmos pela TAM com destino a Milão.
Jornalista Gaspar Bissolotti Neto
1º DIA – 10 DE OUTUBRO – SEXTA-FEIRA
Chegamos em Milão, na Lombardia, às 10h15 da manhã. Fomos recebidos pelo assistente Mauro, que fala português, juntamente com o motorista.
Levaram-nos para o hotel Bruneleschi, para ficarmos três noites.
Após almoçarmos ali perto do hotel, fomos desarrumar a mala e descansar um pouco. Estávamos naquele bagaço.
Por volta das 18 horas, a filha de uma grande amiga nossa, Mariana, que reside em Milão, fez surpresa pra Ivete e foi nos visitar no hotel. Combinamos tudo pelo Zap.
Falamos pra Ivete que precisávamos sair, pois o meu irmão havia combinado se encontrar com uns amigos dele que moravam em Milão. Ela desceu contrariada, pois não queria sair de jeito nenhum pois estavamuito cansada.
Com muita surpresa viu a Mariana e sua cachorrinha no lobby do hotel e não entendeu nada. Ficou muito emocionada e não acreditava no que via, pois havíamos combinado de encontraar a Mariana apenas no sábado.
Depois de muita festa, fomos a um barzinho ali perto para bebermos, petiscarmos e batermos um longo papo. Foi muito agravável.
Achei muito engraçado que a Mariana, assim como outras pessoas, não entendia porque colocamos na programação a ida a Cremona, local que não costuma ser visitado por turistas. Explicamos que se tratava de uma viagem afetiva, uma vez que meu avô paterno nasceu na região. E eu nem me lembrava que a cidade dele mesmo era Annicco, na Província de Cremona.
2º DIA – 11 DE OUTUBRO – SÁBADO
Tomamos um belo café da manhã no hotel e depois fomos encontrar a guia Morena e o motorista, para conhecer o centro da cidade.
Em seguida, visitamos o Castello Sforzesco, construído no século XV por Francesco Sforza, tornado pouco depois Duque de Milão, sobre restos duma fortificação anterior datada do século XIV. Atualmente acolhe várias colecções dos museus, galerias de arte da cidade e restaurantes.
Do Castelo fomos para o Teatro La Scala. O ingresso foi para o Café do Teatro, onde visitamos o museu e pudemos também ver um ensaio de uma ópera. Foi um banho de cultura, muito legal.
Em seguida, ficamos encantados com o Domo de Milão, a imponente catedral. Ela é deslubrante.
Eis o que diz a Wikipédia:
“A Catedral de Milão (em italiano: Duomo di Milano, em lombardo: Domm de Milan) é uma catedral católica romana situada na praça central da cidade de Milão, na Lombardia, no norte da Itália. É a sede da Arquidiocese de Milão e uma das mais célebres e complexas edificações em estilo gótico da Europa.
História e arte
A catedral é imensa, com 157 m de comprimento e 109 m de largura. O interior tem cinco naves com uma altura que chega aos 45 metros, divididas por 40 pilares. Possui um transepto com três naves. O estilo predominante da catedral é o gótico flamejante, relativamente pouco comum na Itália. Tem 325.000 toneladas de mármore vermelho, 96 (estátuas) “gigantes”, 135 pináculos, 3.400 estátuas, 55 vitrais, guardiã de tesouros inestimáveis, do primeiro batistério octogonal do cristianismo ao maior órgão da Itália com os seus 15.800 tubos, a Catedral revela-se majestosa, com o seu vertiginoso estilo gótico flamejante, num triunfo de pináculos, pendentes, gárgulas, arcobotantes e abóbadas que se estendem em direção ao céu.[1][2]
A construção do edifício começou em 1386 sob a iniciativa do arcebispo Antonio da Saluzzo, em um estilo gótico tardio de influência francesa e centro-europeia, distinto ao estilo corrente na Itália de então. Os trabalhos foram apoiados pelo senhor da cidade, o duque Gian Galeazzo Visconti, que impulsou a obra através de facilidades fiscais e promoveu o uso do mármore de Candoglia como material de construção. A obra avançou rápido, e em 1418 o altar-mor da catedral foi consagrado pelo Papa Martinho V. Já em meados do século XV a parte leste (abside) da igreja estava completa. A partir desta data, porém, as obras prosseguiram lentamente até fins do século XV.
Entre 1500 e 1510 a cúpula octagonal do cruzeiro foi completada e o interior foi decorado com várias séries de estátuas. Porém, a fachada oeste do edifício permaneceu ainda inacabada. Em 1577 a catedral foi consagrada novamente pelo arcebispo Carlos Borromeu. Apenas no século XVII foi a fachada construída, em estilo maneirista. Em meados do século XVIII foi completada a parte externa da cúpula, onde foi colocada a estátua da Madoninna.
Em 1805, por iniciativa direta de Napoleão, que havia invadido a Itália, as obras foram recomeçadas. Nessa época a fachada principal e grande parte dos detalhes exteriores, como os pináculos, foi completada em uma mistura de estilos, entre o neogótico e o neobarroco. Apenas em 1813 foi a catedral dada por finalizada, mais de quatrocentos anos após o início das obras. Porém, no século XX, foi julgado necessário trocar as cinco portas da fachada, o que só foi acabado em 1965.
A catedral é atualmente um importante ponto turístico de Milão, e do alto do seu terraço é possível vislumbrar toda a cidade.”
Do Duomo fomos conhecer a Galeria Vittorio Emanuelle II. Ela realmente é deslumbrante. Só lojas carésimas. Não é pro nosso bolso.
Novamente a Wikipédia nos ajuda:
“Galleria Vittorio Emanuele II é a galeria comercial ativa mais antiga da Itália e um importante marco de Milão. Instalada em uma arcada dupla de quatro andares no centro da cidade,[1] a Galleria recebeu o nome de Vitor Emanuel II, o primeiro rei do Reino da Itália. Foi projetada em 1861 e construída pelo arquiteto Giuseppe Mengoni entre 1865 e 1877.
O espaço octogonal central é encimado por uma cúpula de vidro. A Galleria Milanesa era maior em escala que suas antecessoras e foi um passo importante na evolução do moderno shopping center envidraçado e fechado, do qual foi o progenitora direta. Inspirou o uso do termo galeria para muitas outras galerias comerciais e shoppings.[2]
No terreno octogonal central, encontram-se quatro mosaicos representando os brasões das três capitais do Reino da Itália (Turim, Florença e Roma) mais o de Milão. A tradição diz que se uma pessoa girar três vezes com o calcanhar sobre os testículos do touro do brasão de Turim, isso trará boa sorte. Essa prática causou danos ao mosaico: formou-se um buraco no lugar da genitália do touro.[3]
Almoçamos novamente nas proximidades do hotel e em seguida fomos descansar, pois iríamos jantar à noite com a Mariana e seu marido.
No inicio da noite, fomos de metrô até o bairro onde mora a Mariana e tivemos uma noite muito agradável.









3º DIA – 12 DE OUTUBRO – DOMINGO
Num dia nublado, pegamos estrada e fomos à região do Lago de Como. Começamos por Belaggio, onde pudemos visitar o comércio local. A cidade fica bem no meio do lago, tem ruas estreitas de pedta, escadarias e belas vistas.
Depois fomos a Como, onde visitamos o centro da cidade, uma feira de antiguidades e a linda catedral.
Em seguida, fizemos um passeio de barco pelo lago. A guia nos falou que o local é muito próximo da Suiça e que muitos moradores locais trabalham no outro país. Deu uma vontadinha de esticar até a Suíça, mas a programaçao já estaba pronta.
Depois retornamos ao hotel, onde jantamos.







4º DIA – 13 DE OUTUBRO – SEGUNDA-FEIRA
Este foi um dia especial. Antes de nos dirigirmos a Cremona, conversamos com o motorista e vimos a possibiidade de ele nos levar primeiro à comuna de Annicco, onde nasceu meu avô Gaspar. Ele concordou desde que pagássemos uma quantia extra pelo tempo a mais, o que concordamos.
Antes de mais nada, Annicco é uma comuna italiana da região da Lombardia, província de Cremona, com cerca de 1.897 habitantes. Estende-se por uma área de 19 km², tendo uma densidade populacional de 100 hab/km². Faz fronteira com Cappella Cantone, Casalmorano, Grumello Cremonese ed Uniti, Paderno Ponchielli, Sesto ed Uniti, Soresina.
Eu nem me lembrava de onde mesmo tinha vindo meu avô. Só sabia que era de Cremona. Mas foi um primo, na conversas pelo MSN, que me falou de Annicco e de como havia conseguido a documenaçao para sua cidadania italiana. E como foi emocionante esar na Prefeitura de onde vieram seus antepassados.
Foi de fato muito emocionante visitar a Prefeitura Municipal de Annicco, onde encontramos o livro com o registro de nascimento de meu avô. Só que pra fazer uma cópia do registro, de acordo com a legislação vigente, seria cobrado o valor de 300 euros por cada cópia, o que achamos exagerado e preferimos não fazer. Foi interessante porque a funcionária da Prefeitura não acreditava que se tratava do nosso avô, achava que seria o bisavô. Mas fizemos as contas desde quando ele nasceu e ela acabou se conformando que somos realmente netos.
A cidadezinha é como um presépio, muito bonita. Ficamos apenas um pouco de tempo e deu vontade de ficar mais. Em seguida, dirigimo-nos para Cremona, onde ficamos hospedados no Hotel Continental.
Com o guia, fomos andando pelas ruas de Cremona até a Catedral (Duomo di Cremona). Uma impressionante catedral gótica com uma bela fachada e interiores ricos em arte sacra. Vimos a Torre do Sino (Torre del Torrazzo) – Uma das torres sineiras mais altas da Itália, com cerca de 112 metros, que oferece uma vista panorâmica espetacular da cidade e arredores. Mas ninguém quis subir nela.
Almoçamos no restaurante em frente à Catedral. Muito bom.
Ficamos boa parte do tempo tirando fotos da Piazza del Comune – A praça central da cidade, onde estão localizados o Duomo, o Torrazzo e o Palazzo Comunale, um palácio histórico com arquitetura renascentista, que abriga obras de arte e eventos culturais sendo um ponto de encontro vibrante e histórico.
Cremona é famosa também pela sua tradição na fabricação de instrumentos musicais, especialmente violinos, o que torna a cidade um destino cultural único para os amantes da música. Ela sedia até o Museu do Violino, que não tivemos a oportunidade de visitar. Foi muito pouco tempo que ficamos lá.
Na volta ao hotel, ficamos apreciando as construções típicas de Cremona, verdadeiros palácios transformados em condomínios residenciais, com seus pórticos de entrada e belos jardins.
À tarde ficamos no hotel e suas proximidades, onde pudemos visitar uma igreja bem simpática próxima de lá, além de um empório que fabrica o torrone, que é uma das marcas da cidade, e também uma massa tradicional de Cremona, o marubini, um ravióli recheado com carne servido em caldo rico. Uma tradição no inverno.
À noite, fomos jantar no centro da cidade, num restaurante todo decorado por violinos. Mas não tinha marumbini…
A cidade realmente respira violino, com inúmeras oficinas de luthiers, que fabricam o instrumentos, inclusive uma chamada Bissolotti Violins, que não chegamos a visitar.
Ficamos encantados com Cremona, único local da Itália onde não havia aquele enxame de turistas









5º DIA – 14 DE OUTUBRO – TERÇA-FEIRA
Após o café da manhã, saímos bem tristes de Cremona. Vontade de ficar mais um pouco e até mesmo voltar para Annicco. Dirigimo-nos a Verona (37km – aprox. 39 minutos) para encontro com a guia que nos levou em visita por duas horas pela cidade de Romeu e Julieta com entrada na Casa de Julieta passando pela Arena de Verona, Castel Vecchio e a Casa de Romeo.
Foi um passseio cansativo, mas muito legal. Passamos pela rua de mármore, entramos numa loja que tinha ruínas do império romano à mostra e aproveitamos pra passar as mãos no seio da Julieta, que já tem até um buraco de tanto ser apalpado…
Antes de nos dirigirmos a Veneza, almoçamos ali mesmo em Verona, próximo à Arena, onde comi o melhor espaguete carbonara de toda minha vida. Foi uma excelente pedida. A garçonete era brasileira, da Bahia, mas disfarçava pro pessoal não reconhecê-la e nos disse que evitava falar com brasileiros, pois muitos não queriam pagar a conta ou algo do gênero. Demos boas risadas com ela.
Após o almoço, viajamos para Veneza, chegando à Piazzale Roma. Todo esquema montado, com assistente ajudante pra carregar nosssas malas e entramos num barco privativo com destino ao Hotel Locanda Vivaldi, onde ficamos hospedados por três noites.
O hotel, à beira mar, bem antigo, confortável, da nossa janela víamos o movimento de locais e turistas. Uma vista maravilhosa. Ele ficava ao lado de uma igreja, onde no dia seguinte assistimos a um recital de Vivaldi. Inesquecível.












