14 DIAS DE SURPRESAS E MUITA EMOÇÃO
28 DE JUNHO A 11 DE JULHO DE 2026
Estava muito chateado por não dar sequência às postagens neste site.
Mas agora decidi dar mais atenção a ele. E quero começar com o relato desta viagem magnífica que fizemos a Marrocos, onde visitamos seis cidades e um deserto, nesta ordem: Casablanca, Tanger, Chefchaouen, Fez, Rabat, Marrakech e o seu deserto de Agafay.
O intuito desta viagem foi comemorar os 50 anos de nosso casamento. Ou seja, nossas Bodas de Ouro.
A princípio a ideia era fazer uma festa para compartilhar esse momento com parentes e amigos mais chegados. Seria muito legal, mas acabamos chegando à conclusão que o ideal seria gastar nossos parcos recursos em algo que ficaria em nossa memória para sempre. Uma viagem. E o local escolhido acabou sendo Marrocos.
Viajamos em cinco pessoas: a minha filha Carina, meu irmão Oreste e minha cunhada Eliana, a Ivete e eu. No passado, já viajamos juntos à Espanha (2022) e à Itália (2025). E espero que possamos fazer novas viagens juntos num futuro bem próximo..
Cabe lembrar que todo o roteiro foi preparado pela minha filha Carina, que trabalha como operadora de turismo na Kangaroo Tours, em São Paulo, com logística da Mosaic Travels Expert, de Marrocos.
De qualquer forma, estamos agora, neste site, compartilhando nossa comemoração. Curtam conosco e apreciem os lugares pelos quais passamos, que guardaremos para sempre em nossa memória e no nosso coração.
Curtam conosco esta maravilhosa viagem ao fantástico e simpático país que em 2030 será uma das sedes da Copa do Mundo.
Jornalista Gaspar Bissolotti Neto
28/6/2026 – DOMINGO – PRIMEIRO DIA
A viagem a Casablanca, Marrocos, às 0h30 de hoje, saindo do Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos, pela Cia. Royal Air Maroc, foi excelente. Sem qualquer turbulência. Viajamos na classe econômica e em nenhum momento, das mais de nove horas de viagem, tivemos acionado o cinto de segurança.
Fomos recepcionados no aeroporto de Casablanca pelo guia Hamid, que fala português eque nos acompanhará a viagem inteira numa Van com o motorista Brahin.
Logo na chegada aquele choque cultural, principalmente com as vestes das mulheres muçulmanas. Tudo despertou bastante nossa curiosidade. Passamos pela imigração sem qualquer problema.
Ficamos hospedados no excelente Radisson Hotel Casablanca, por duas noites.
Chegamos no hotel por volta de 16 horas. A cidade é lindaFicamos de conhecer melhor a cidade, que é a capital econômica de Marrocos, na segunda-feira.
Nesse primeiro dia fomos jantar no restaurante Rick’s Cafe, que achávamos que sido cenário do filme Casablanca. Um cardápio delicioso e serviço sem reparos. Música local ao vivo. Foi uma noite maravilhosa.
Mas, segundo a Wikipédia, esta é a história desse simpático restaurante:
“Dizem que a falecida proprietária e fundadora do Rick’s Cafe em Casablanca, a ex-diplomata americana Kathy Kriger, queria que tudo fosse como no filme, e ainda melhor. E ela conseguiu. Entre nesta acolhedora máquina do tempo e sinta-se como se estivesse no set de filmagem de “Casablanca”.
Emoldurada por uma dúzia de arcos brancos, a sala de jantar apresenta lustres pendentes, e as palmeiras nos cantos conferem ao Rick’s Cafe em Casablanca seu charme de época. Nenhum detalhe é negligenciado, desde os abajures de contas até o piano de cauda embutido em um arco. Enquanto você janta, é impossível não imaginar Humphrey Bogart passando cantando “De todos os bares de gim em todas as cidades do mundo, ela entra no meu”.
Kathy Kriger era fã de longa data do icônico filme Casablanca, hoje considerado um dos maiores filmes de todos os tempos. O clássico de 1942 é repleto de romance e espionagem política, tendo como pano de fundo o conflito da guerra em Casablanca, Marrocos. Estrelado por Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, a história é um conto de engano, perigo, amor e traição. Atualmente, os personagens, os diálogos e a música se tornaram icônicos no mundo do cinema, incluindo as frases “Aqui está você, garoto” e “Sempre teremos Paris””.
Nesse primeiro dia senti leve efeito do fuso horário e não consegui dormir muito bem. Além de cãibras.
Com expectativa de uma excelente viagem do início ao fim, sem qualquer ocorrência desagradável.


…onde foi filmado Casa Blanca

29/06/2026 – SEGUNDA-FEIRA – SEGUNDO DIA
Na programação, visita à capital econômica, incluindo o bairro Habous, o Palácio Real, a Praça Mohamed V, e a área residencial do Anfa (é o nome antigo de Casablanca e o nome de um distrito nobre atual e o local de uma famosa conferência de paz na Segunda Guerra Mundial) e a Mesquita Hassan II.
Eis a descrição da Mesquita no site da ANBA – Agência de Notícias Brasil-Árabe:
“Casablanca – Vista de longe, ela é majestosa e bela. De perto, entrega ainda o silêncio e a paz possíveis de encontrar nas grandes casas de Deus. Essa é a Mesquita Hassan II. O título que carrega, de uma das maiores mesquitas do mundo com o mais alto minarete, ajuda a dimensionar a imponência desse templo muçulmano que fica em Casablanca, no Marrocos, e é dono ainda de outras grandiosidades, como espaço para orar de dois hectares e feixe luminoso de 30 quilômetros em direção à cidade sagrada de Meca.
Proporções majestosas
A mesquita é ponto certo para quem vai a turismo a Casablanca, sendo o viajante seguidor do Islã ou não. Ao redor de 850 mil pessoas visitam o templo por ano, segundo o guia de turismo que apresentava o local a um grupo de brasileiros no final de maio. A torre de 200 metros de altura, chamada minarete e de onde saem as chamadas para as orações islâmicas diárias, é cenário para fotos de asiáticos, americanos e gente de todas as partes do mundo que passa pelo local – não é permitido aos visitantes subir no minarete.
O nome da mesquita leva o nome do rei que lançou sua pedra fundamental em 1986 e a inaugurou, em 1993, Hassan II, já falecido e pai do atual monarca marroquino, Mohammed VI. A construção se deu com o intuito de ter em Casablanca um grande monumento, já que outra grande obra da arquitetura, o mausoléu do rei Mohammed V, pai de Hassan II, foi construído em Rabat, capital do Marrocos”.
Mais um pouco do relato da ANBA:
“A imensidão do chão da sala de oração impressiona. A altura do pé direito também. Tudo é tão grande que os corpos dos visitantes que circulam por ali parecem minúsculos. Mesmo uma voz que não consegue fazer silêncio ou falar baixo, como o ambiente pede, se perde na vastidão da mesquita. Impossível passar por ali e não refletir um pouco sobre fé e humanidade. A Mesquita Hassan II é um convite para apreciar o belo e viver o divino.
Além do interior do templo e sua sala de oração majestosa, em uma visita à mesquita também vale passear por sua parte externa, onde o piso do pátio tem capacidade de 80 mil pessoas e do qual é possível avistar o mar, e ir até as salas de ablução que abrigam fontes em formato de flores de lótus. Esses ambientes servem para o ritual de higiene ou purificação que os muçulmanos fazem antes de orar”.
Ficamos embasbacados, principalmente com a beleza e suntuosidade da Mesquita, a maior de Marrocos e uma das maiores do mundo, como dá pra perceber nas fotos que estamos postando. É fantástica. Em tamanho e em luxo.
Almoçamos no badalado restaurante Cabestan Ocean View, de 1926, que neste ano está comorando seu centenário. À beira mar, esse restaurante mostra em sua entrada fotos de um grande número de ilustres personalidades visitantes, ente eles Valéry Giscard d’Estaing, Jacques Chirac, Benazir Bhuttho, Robert Redford, Jennifer Loprez, Paloma Picasso, Dustin Hoffman, só pra citar alguns. A comida, como não poderia deixar de ser, deliciosa. O preço… Deixa pra lá… Hehehe
A tarde e a noite foram mágicas. Vitórias do Brasil contra o Japão, do Paraguai contra a Alemanha e de Marrocos contra Países Baixos (Holanda), pela fase 16 avos da Copa do Mundo de Futebol foram de matar o véio.
Foi muita zoeira no jogo do Brasil no bar do rooftop do hotel Radisson, em Casablanca, com vista para o lindo pôr-do-sol. Só nós, entre os hóspedes, torcemos para a seleção do Brasil. Fizemos uma boa farra. Aprovada pelo DJ e pelos garçons.
É muito esquisito torcer pelo seu país em terras estrangeiras, sem confraternizações.
Foi a última noite em Casablanca, onde voltaremos dia 11 de julho, direto para o Aeroporto, a fim de retornar a São Paulo.





30/06/2026 – TERCA-FEIRA – TERCEIRO DIA
Viagem para Tanger. Quatro horas de viagem na Van reservada para a família Bissolotti. Vai beirando o oceano. Não sei se o Atlântico ou o Mediterrâneo.
Viagem bem tranquila.
Viajando de Casablanca a Tanger algumas coisas me chamaram a atenção. O relevo plano. Diversos pedágios na estrada. Alguns bancos de areia (praias?). Áreas agrícolas. Inclusive cobertas com plástico. Fez-me lembrar a Almeria na Espanha. E no lugar das nossas igrejas, espalhadas por todos os cantos, o que se vê são Mesquitas de todos os portes, algumas inclusive bem isoladas. Questão cultural e religiosa. Não vi quase restaurantes e postos na estrada.
Após o almoço no restaurante do Hilton Hotel, com vista panorâmica para o mar, fomos visitar a Medina histórica, onde compramos meio quilo de um delicioso torrone, que nos acompanhou a viagem toda. Em Fez, também encontramos diversos quiosques vendendo os mais variados tipos de torrone (um doce tradicional feito com clara de ovo batida, mel, açúcar e castanhas ou amendoim).
Só depois disso que fomos para a hospedagem no hotel Barcelo Tanger, em frente à praia.
Após nos hospedar, fui visitar a praia, vi camelos, mulheres com roupas respeitosas e até camelos e cavalos na praia. Muitas crianças brincando.
À noite fomos ao bar no rooftop do hotel. Vista maravilhosa.




01/07/2026 – QUARTA-FEIRA – QUARTO DIA
Tanger foi uma parada muito legal. Hotel excelente. Cidade de praia bem em frente ao hotel Barceló. Vimos que havia até uma churrascaria brasileira em frente ao hotel, mas não chegamos a ir nela.
Quando saímos do hotel com destino a Chefchaouen, visitamos um local muito interessante, na verdade um parque com javalis, belos jardins e um farol na junção do Atlântico com o Mediterrâneo, no Cabo Spartel.
Importante ressaltar que Tanger fica no estreito de Gibraltar e é muito próximo da Europa. Apenas 14 quilômetros separam Tanger de Gibraltar. Há barcas que fazem a ligação dos dois continentes, mas não tivemos tempo para fazer esse passeio. Ficou um gostinho de quero mais…
Fiquei impressionado com as mulheres atrás dos diversos tipos de véu, desde os simples até os mais restritivos. Sei que cada um tem seu nome próprio, mas sinceramente nem faço ideia quais são. Inclusive na praia muitas se vestem dessa forma.
As cidades são muito limpas e as pessoas bastante simpáticas.
Há muita seriedade no ar.
Achei interessante que na estrada sempre aparecem bandeiras de Marrocos. Bem Institucional. Pensei como seria interessante se aqui no Brasil também fosse assim (patriótico, mas sem conotação político-partidária, lógico).
Chegamos em Chefchaouen, uma cidade bem antiga de Marrocos, conhecida como a Cidade Azul. Almoçamos na parte central da cidade, num restaurante antigo muito simpático. Depois, fomos em direção à Medina.
Nosso hotel fica na parte alta de Medina, bem próximo às montanhas. Uma loucura.
Até pela manhã estávamos mais no mundo ocidental. Diria assim, o Marrocos internacional.
Agora estamos no Marrocos raiz. Um lugar tradicional, onde boa parte do povo se veste com as roupas típicas locais, tanto homens como mulheres. É clara a diferença de um lugar para o outro. Ontem visitamos a Medina de Tanger que nada tem a ver com a de Chefchaouen, que é mesmo mais conservadora.
O hotel – Lina Riad & Spa – é ótimo, mas num lugar muito alto. De difícil acesso. Tivemos dificuldade para subir a escada externa. É um lindo casarão de três andares, que não tem elevador. Comida deliciosa, café da manhã ótimo, todos muito simpáticos, mas acessibilidade nenhuma.
A Medina tem ruelas bem estreitas. Lojinhas de todo tipo. Muitas quinquilharias e roupas. Todo mundo diz que nas lojinhas o importante é pechinchar porque o produto acaba saindo bem mais barato do que o oferecido em primeiro lugar. Raramente você encontra uma lojinha com preços nos produtos.
Perto do hotel, na mesma rua, há uma Mesquita bem antiga.
Mesmo com todos os problemas de acessibilidade, foi muito bom conhecer Chefchaouen, a Cidade Azul.
Próxima parada: Fez.







02/07/2026 – QUINTA-FEIRA – QUINTO DIA
Saímos do hotel na Medina de Chefchaouen às 9h30. Uma boa caminhada por suas ruelas, disputando espaço com motos e até um cabrito.
Comemos um “churro genérico”, não sei o nome, que o guia gentilmente nos ofereceu, com chá de hortelã, num bar que fica num local que parecia uma feira de hortifruti.
Às 10 hora, já estávamos na Van.
Depois de um bom tempo na estrada, perto de três horas, chegamos a Volubilis onde visitamos as ruínas de uma antiga cidade romana.
O sol escaldante, mais de 40 graus. Não tivemos coragem de caminhar até as ruínas. Ficamos ao largo, no portão de entrada, onde tem uma lanchonete e um senhor de 64 anos, aparentando muito mais, nos contou a história do local. Deixamos uma gorjeta, claro. Tomamos um suco de laranja delicioso e tiramos muitas fotos do local, mesmo de longe.
Novamente estrada, até a Vinícola Chateau Roslane, que é também restaurante e hotel, onde saboreamos um almoço delicioso.
A viagem terminou por volta de 18 horas no Sahrai Small Luxury Hotel, em Fez, para ficarmos três noites. Um excelente hotel, onde jantamos no restaurante italiano. Há também um restaurante libanês no andar de cima.
Do hotel, dava pra ver a Mesquita, de onde se ouvia as chamadas para a oração, e também uma linha de trem, com o mesmo passando em alguns horários. Adoro trem.
Foi uma viagem pra matar o véio. Mas tudo é muito bonito e vale o sacrifício.




03/07/2026 – SEXTA-FEIRA – SEXTO DIA
Depois do frio de SP, agora é o calor do Marrocos.
Foi um dia mais tranquilo. Fizemos alguns passeios e também descansamos. A viagem está sendo muito boa.
Visitamos a Fez moderna. Fomos até o bairro judeu e conhecemos uma sinagoga bem antiga.
Fomos ao Borj Nord, um forte construído em 1582 a norte de Fez, por ordem do Sultão Ahmed al-Mansur, cuja planta é inspirada na arquitetura das fortalezas portuguesas do século XVI. Foi um dos maiores postos de vigilância da cidade de Fez e serviu também como fábrica de canhões.
Vimos também uma fábrica de cerâmica. Ficamos maravilhados como aqueles trabalhadores transformam a argila cinza em utensílios domésticos, como o tagine (também tajine), um tipo de panela de barro de tampa cônica, onde fazem muitos pratos locais com cozimento lento. O formato da tampa permite que o calor circule e condense, mantendo a carne suculenta e os vegetais macios, realçando as especiarias. Fazem também azulejos e mosaicos de azulejos sem sequer ficar visualizando o desenho, pois as pedrinhas são colocadas no tabuleiro pela parte de trás, sem ver a frente. Um mistério. Muita técnica e muita prática. Grandes artesãos. Os preços das peças são altos, mas totalmente justificados pelo excelente trabalho.
Fizemos um balanço dos gastos e concluímos que o dinheiro que trouxemos vai ser suficiente. Aqui o custo é bem menor que na Europa.
Amanhã tem mais um dia em Fez.














04/07/2026 – SÁBADO – SÉTIMO DIA
O dia em Fez foi muito legal. Pela manhã, fizemos passeio inteiro na cidade, que é considerada a capital espiritual e cultural do Marrocos. Visita à medina medieval e seus souks, à escola muçulmana Attarine ou Bou Anania Medersa, à fonte Nejjarine.
Estava prevista ida a um curtume, mas nós desistimos pelo cansaço. Visualizamos a parte externa da Mesquita Karaouine.
As ruas pequeninas, um trânsito de gente, motos e até burros com mercadorias. Uma loucura.
Fomos a uma tecelagem e a um depósito de tapetes. Coisas maravilhosas mas muito caras. O nosso guia é de Fez e é muito conhecido. É muçulmano e tem formação universitária: professor de espanhol e francês. . Conhece muito da história de Marrocos.
Levou-nos ao restaurante Ishq, com uma entrada bem simples, mas uma construção linda com pátio e mais dois andares, com almoço já incluso no passeio. Local maravilhoso, onde almoçamos muito bem.
À tarde ficamos descansando no hotel e às 18 horas fomos assistir ao jogo de Marrocos X Canadá num dos restaurantes do hotel. Foi muito legal ver a alegria daquele povo com a vitória marroquina por 2 a 0.
Depois jantamos no andar superior do hotel. Comida libanesa. Ficamos mais nas entradinhas. Muito bom. De lá, deu pra ver as carreatas e ouvir as buzinas festejando a vitória da Seleção local.
Esta viagem está sendo fantástica. Muito bem planejada pela Carina. E o choque cultural é impressionante. Já fizemos muitas fotos e até alguns vídeos. Show.
Amanhã iremos para Rabat, a capital administrativa de Marroco







05/07/2026] – DOMINGO – OITAVO DIA
Viajamos duas horas e meia até Rabat, capital administrativa de Marrocos. Casablanca é a capital econômica e Fez a espiritual e cultural.
Almoçamos num excelente restaurante espanhol Al Marsa, à beira do rio. A cidade tem uma arquitetura moderna. Muito bonita. Do restaurante enxergamos um prédio moderno, o teatro e o mausoléu. Espetacular. Como é domingo, muita gente praticando canoagem, jet-skis e barcas pelo rio. Inclusive vimos um casamento numa barcaça. Muitas gaivotas sobrevoavam e andavam pelas proximidades do restaurante.
À tarde, passeio incluindo a área externa do Palácio Real (Mechouar), Mausoléu de Mohamed V (pavilhão de mármore branco, coroado com azulejos verdes) e a Torre Hassan (século XII) – conhecida como a Torre Inacabada.
Visitamos o jardim de Kasbah dos Oudayas, uma fortaleza, à beira do mar, sendo que a praia, por ser um domingo ensolarado, como todos os outros dias, estava lotada.
Descansamos e fomos assistir ao jogo no lobby do Hotel Dawliz Art & Spa. Como os demais, muito bom.
O jogo foi uma merda. Brasil desclassificado pelos vikings remadores da Noruega. Mas os jogadores e o técnico nada perceberam, pois são os poucos que sempre ganham. E muito.
Amanhã vamos pra Marrakech, onde ficaremos quatro noites, uma delas no deserto. E de lá pra casa, no sábado.







06/07/2026] – SEGUNDA-FEIRA – NONO DIA
Saímos de Rabat e já estamos em Marrakech, que é a segunda cidade imperial mais antiga, conhecida como a Pérola do Sul. A cidade foi fundada pelos Almorávidas no final do século XI. Mais de 5 horas na estrada.
Hospedagem no Movenpick Hotel Mansour Eddahbi. O hotel é um desbunde. Uma loucura. Nunca vi nada igual. Um luxo para nós, mas não é dos mais luxuosos da região.
Vamos ficar aqui quatro noites. A quinta noite será num acampamento no deserto rochoso de Agafay.
Esta viagem é um banho de novidades para nós. A Carina caprichou no roteiro e nos hotéis.
Mas ainda bem que está dando tudo certo.
Já até esquecemos o jogo do Brasil, que foi vergonhoso.
Amanhã conheceremos a Medina e outros locais. Mais um banho de cultura.





07/07/2026 – TERÇA-FEIRA – DÉCIMO DIA
Passeio de dia inteiro na cidade: Minarete Koutoubia, a Medina e o bairro judeu, o Palácio Bahia (um palácio e um conjunto de jardins construído no final do século XIX e demorou mais de uma década) .
À tarde, visita aos souks e bairros de artesanato, com exposição de produtos variados. A famosa Praça Djemaa El Fna estava prevista pra tarde, mas fomos à noite em virtude do forte calor à tarde.
O impressionante mesmo foi à noite. As praças e os canteiros das avenidas ficam lotados de famílias fazendo piqueniques. E fomos à Praça Djemaa El Fna, que o pessoal diz ser a praça maluca, onde tem de tudo. Barracas de suco e de muita comida de todo tipo, lojas e muita gente. Uma mistura de tribos. Músicas de todos os tipos e passando o chapéu. Saímos era quase meia noite e continuava lotada. Acho que o pessoal não dorme.





08/07/2026 – QUARTA-FEIRA – DÉCIMO PRIMEIRO DIA
Hoje, 8 de julho, 50 anos de casados no civil. Fiz surpresa pra Ivete com a música dos 50 anos. A letra feita por mim e a melodia pela IA. Ela gostou bastante. Eis a letra:
“Nossas Bodas de Ouro
Há 50 anos
Resolvemos nos unir
Formar uma família
Para juntos chorar e rir
(REFRÃO):
50 anos é uma vida
Que vivi com você.
Compensou cada minuto
E repetiria tudo outra vez.
Tivemos muitos momentos
Alguns tristes e outros felizes
E juntos continuamos
Por todo esse tempo sem negar nossas raizes
(REFRÃO)
Muita experiência acumulada
Três filhos criados
Com estudo completo
E prontos para o resto da jornada
(REFRÃO)
Eu sei que não fui o melhor dos pais,
nem dos maridos
Mas sempre procurei
ser o melhor possível
(REFRÃO)
Muitas vezes te magoei
Em outras você me magoou
Mas o importante eu sei
É que o pior já passou
(REFRÃO)
Temos de aproveitar
O resto da nossa vida
Curtir bastante e viajar
É a recompensa merecida.”
Começamos a maratona diária.
Calor de mais de 40 graus. Andando pela Medina. Visitamos a casa do Pachá e suas concubinas e depois uma antiga Universidade do Alcorão, a medersa Ben Youssef, desativada mas bem restaurada, onde se pode observar e imaginar como seria no seu auge, Ainda nas ruelas da Medina, andamos num tuc tuc (triciclo motorizado de três rodas usado para transporte de passageiros e pequenas cargas) onde me senti o Indiana Jones depois da gripe ou da Covid. Fiquei encaixado de costas. Doía até a alma. Ivete e eu ficamos arrebentados. Haja fôlego.
O pessoal consumista faz a festa com muita bugiganga. Alguns produtos de cerâmica, couro, metal… Muita coisa …
A tal da Medina é uma mistura em maior escala da rua 25 de Março, em São Paulo, com Ciudad del Este, no Paraguai.
Haja água pra aguentar o calor.
À noite, fomos ao restaurante Palais dar Soukkar, o nosso jantar de comemoração dos 50 anos – 8 de julho foi no civil e 10 no religioso. Um jantar com show bem interessante. Só estranhamos porque tinha muita coisa brasileira, inclusive samba e capoeira. Mas foi ótimo. Curti bastante.




09/07/2026 – QUINTA-FEIRA – DÉCIMO SEGUNDO DIA
Uma manhã bem agitada, com visita ao Jardim Majorelle, um jardim botânico, inspirado nos jardins islâmicos, situado no centro de Marraquech, onde também funciona um museu da cultura berbere. Ocupa cerca de um hectare e reúne cerca de 3 000 espécies botânicas. Foi criado pelo pintor Jacques Majorelle e recuperado pelo estilista Yves Saint Laurent, um apaixonado por Marrakech, Na mesma rua, visitamos o maravilhoso museu de Yves S. Laurent, com esboços e modelos de sua confecção.
Visitamos também outro belo museu que representa as casas marroquinas.
Em seguida, comprinhas na Medina para a alegria da mulherada.
Após o almoço na própria Medina, volta ao hotel e tarde de soninho.
À noite acabamos jantando no restaurante espanhol com música ao vivo do próprio hotel e assistimos o segundo tempo do jogo França 2 X Marrocos 0. Era pra assistir num dos restaurantes, mas acabou ficando confuso porque falaram que não precisava reservar, que seria só chegar uma hora antes. Mas quando chegamos já estava tudo reservado. Tinha também um auditório que era pago – 150 dirhams (75 reais) por pessoa, mais consumo. Acabamos achando bobagem.
Depois começamos a arrumar a mala.





10/07/2026 – SEXTA-FEIRA – DÉCIMO TERCEIRO DIA
Tivemos a manhã livre e saímos do hotel por volta de 13 horas para fazer umas comprinha no Carrefour, pois a orientação era chegar no deserto após às 16 horas, em virtude do forte calor. Tomamos um lanche no shopping, na lanchonete Paul, que é muito famosa na região.
Depois, a Van nos levou ao acampamento Inara Camp – Agafay Desert Camp, no deserto de Agafay, Marrakech. Lugar maravilhoso.
As barracas são sensacionais, muito bem montadas, Com ar condicionado, cama de casal, banheiro e chuveiro. Dá até pra morar.
Agafay é uma região montanhosa e desértica, caracterizada por suas paisagens áridas e rochosas. Lar de algumas aldeias berberes tradicionais, que mantêm suas tradições e cultura milenar. Tivemos tempo livre para atividades independentes e passeio de camelo ao pôr do sol.
O meu irmão Oreste andou de camelo. Eu tive medo por causa dos meus problemas de coluna e do tendão, além da fístula. E também achei muito alto o bichinho.
Antes do jantar, fizemos a troca de alianças, ao som da música da IA com a minha letra sobre a data. Muito emocionante. Marcou de forma maravilhosa a data. Melhor impossível. Afinal, não é todo dia que se comemora 50 anos de casamento.
O jantar foi ao ar livre, uma delícia. Por incrível que pareça, embora de dia tivesse muito quente, à noite esfriou.
Vimos muitas estrelas. Há muitos acampamentos na região e do acampamento dá pra ouvir som alto de uma balada de outro acampamento.
Foi uma comemoração inesquecível.
Vamos acordar às 6h, tomar café às 8h e às 8h30 a Van vem nos buscar para levar-nos ao Aeroporto em Casablanca. Distância: 277 quilômetros. Tempo: 2 horas 56 minutos.





11/07/2026 – SÁBADO – DÉCIMO QUARTO DIA
Acordamos às 6h15 pra arrumar tudo e tomar café às 8h.
A Van nos buscou às 8h30.
Do deserto fomos direto para o aeroporto de Casablanca. Tomamos lanche na própria Van. E chegamos por volta de 14h29. Direto para o check-in. O voo às 16h30.
Só chegaremos em SP às 22h30 (horário de Brasília.
Estamos voando há 3 horas. Agora 19h35 (15h35 em SP). Previsão de chegada às 22h30 (SP). Ou seja, estamos em trânsito desde às 9 horas da manhã de Marrocos, chegamos às 13h30 no aeroporto de Casablanca e devemos chegar às 2h30 da manhã de Marrocos em SP (22h30 é a previsão). Considerando que acordamos às 6 horas (de Marrocos, 2 horas em São Paulo), até chegarmos em casa já dará pouco menos de 24 horas. Que loucura.
Chegamos em casa à meia noite do sábado. Cansados, mas felizes. Foi uma viagem excelente.
O domingo foi dia de ressaca. Só na moleza e na sonolência.
E recordando com a família os bons momentos, os passeios, as novidades.
Amanhã, segunda-feira, começa tudo de novo.



OBSERVAÇÕES SOBRE A VIAGEM
Viajar é muito bom. Conhecer novas culturas. Costumes e pratos diferentes. Novos lugares. A natureza tem uma diversidade deslumbrante.
Este é o sétimo país que visitei, contando as cidades que fazem fronteira com o Brasil. Já estive na Argentina (Buenos Aires e Puerto Iguazu), no Paraguai (Cidade Del Este), na Bolívia (Guayaramirim, às margens do Rio Mamoré), na Espanha, na Itália, no Vaticano e agora Marrocos.
No Brasil, conheço em parte 23 estados e o DF. Só não conheço o Piauí, Tocantins e o Acre.
Cidades que conhecemos em Marrocos: Casablanca, Tanger, Chefchauen, Fes, Rabat, Marrakech, incluindo o Deserto de Agafay. Saímos do Brasil dia 28 de junho e estamos voltamos dia 11 de julho.
Algumas coisas me impressionaram: as vestimentas das mulheres e até de alguns homens, muçulmanos. Mas as burcas dão um efeito bem triste. É a pessoa não poder se mostrar; o tamanho e o luxo da Mesquita principal do Marrocos, em Casablanca; as Medinas de Fez, Chefchauen (ficamos num hotel dentro dela) e de Marrakech; a quantidade de Mesquitas espalhadas pelo País, inclusive no meio do nada e até no deserto. Lembra bem as igrejinhas que temos espelhadas pelo Brasil inteiro. Outra coisa que é impressionou bastante foi o pessoal à noite nas praças e nos canteiros das avenidas, fazendo piquenique. É um povo bem pobre, mas muito alegre. O número de motos, os jegues e tuc tucs nas Medinas, uma loucura. As ruelas cheias de meandros das Medinas são assustadoras.
O momento mais emocionante foi a pequena cerimônia que fizemos no deserto para comemorarmos as Bodas de Ouro. Ao som da música que fiz em parceria com a IA em homenagem à data. Ivete e eu, com trajes locais, fizemos a troca de alianças. Foi realmente emocionante. E depois jantamos ao ar livre no acampamento. Inesquecível.
Uma viagem que ficará na memória e se você quiser conhecer o Marrocos, não perca tempo. Vá sim. É maravilhoso.
